GUINEENSES ESPERAM BOA PRESTAÇÃO DOS DJURTUS NO CAN-2017

O povo da Guiné-Bissau está com enorme expetativa em relação a prestação positiva da seleção nacional guineense Djurtus, que será o único representante dos países da África lusófona na Copa Africana das Nações, CAN-2017.

O repórter do Jornal O Democrata foi às ruas da capital guineense (Bissau) para se inteirar da emoção que a qualificação inédita para o Campeonato Africano das Nações trouxe aos guineenses, sobretudo amantes do futebol.
Ordem Francisco Clabus, um jovem informático guineense que não acreditava num eventual apuramento dos “Djurtus”, admitiu que foi uma surpresa para ele a qualificação da seleção da Guiné-Bissau. Mesmo assim mostrou-se esperançado em ver uma seleção a nível daquela que superou todas as adversidades para fazer história no futebol do continente africano.

“Como Djurtus me surpreenderam na fase de qualificação, espero ver ainda a maior surpresa no Gabão, elevando ainda mais as cores nacionais. Temos jovens com enormes potencialidades futebolísticas. A prova disso foi esse feito que o nosso país não teve desde a nossa independência,  a 24 de setembro de 1973”, concluiu.

Confiante numa boa prestação da turma guineense no Gabão’2017, Aguinaldo Ampa considerou o apuramento dos “Djurtus” como uma segunda independência nacional da Guiné-Bissau. Na sua visão, a prova da dimensão da qualificação da seleção guineense foi espelhada pela emoção demonstrada pelo povo guineense e cidadãos estrangeiros residentes no país, no dia em que o país consolidou o seu apuramento com dez pontos arrecadados no Grupo E, deixando para traz as seleções de Congo, Zâmbia e Quénia.
Ampa afiançou que a garra demonstrada ao longo da fase de qualificação pela seleção nacional não deixa margem para dúvidas de que os “Djurtus” estarão na altura de defrontar qualquer seleção que lhe aparecer no Gabão. Apelou ainda ao engajamento de todos os guineenses para repetir o sucesso do apuramento na trigésima terceira (33ª) edição do CAN.

Para o comentador desportivo guineense, Benelivio Cabral Nancassa Insali, não houve uma reação oficial a nível político-institucional. Ou seja, o Estado guineense não demonstrou reação oficial aquando da qualificação da Guiné-Bissau para o CAN-Gabão’2017 ao contrário daquilo que aconteceu com outros países. O comentador acrescentou que, apesar das querelas políticas que o país tem vivido e as mudanças constantes dos chefes de governo, a seleção guineense superou todas as dificuldades e fez a sua própria história.
“O povo guineense viveu a qualificação bem trabalhada pelos futebolistas, que superaram muitos obstáculos até colocarem o país no CAN’2017, apesar das dívidas de prémios de jogos ainda por liquidar pelas entidades responsáveis pela seleção nacional de futebol”, indica Insali.
Benelivio lamentou a forma como a seleção da Guiné-Bissau não conseguiu fundos para suportar as despesas da sua participação na maior competição de futebol em África.

Recorde-se que na última atualização de ranking da FIFA, a Guiné-Bissau posicionou-se na 68ª posição a nível mundial com 515 pontos. Atrás dos ‘Djurtus’ seguem-se as seleções da Guiné-Conacri na posição 69 com 507 pontos e Congo em 70ª posição. Esta última seleção disputou o apuramento com a seleção guineense, no grupo E.

Fonte: O GOLO GB
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